Órgãos Vestigiais

A teoria da evolução apresenta como evidência de evolução a existência de órgãos em animais, que aparentemente não têm função, porém, ao analisarmos mais detalhadamente estas supostas evidências veremos que a existência destes órgãos não implica que estes são realmente vestígios de órgãos herdados de antepassados evolutivos, pois já se sabe que eles possuem funções que antes eram desconhecidas.

Todos os órgãos endócrinos e linfáticos já foram considerados vestigiais, no século XIX afirmava-se que no corpo humano havia aproximadamente 180 órgãos vestigiais, e ainda em 1971, a Encyclopaedia Britannica reivindicou mais de 100 órgãos que restavam como vestígio no ser humano, e até mesmo órgãos extremamente importantes como a glândula paratireóide eram considerados como vestígios simplesmente porque suas funções não eram compreendidas. Como a ciência biomédica progrediu, atualmente há reservas para se afirmar que existem órgãos sem função, mas, apesar disto, livros de ensino citam alguns órgãos como sendo vestígios que provam a evolução. Os exemplos de órgãos vestigiais mais freqüentemente usados são o cóccix e apêndice humanos.

O Cóccix

O cóccix é um pequeno osso que termina a coluna vertebral na parte inferior. Os evolucionistas afirmam que este osso é um vestígio da cauda de nossos antepassados. A coluna vertebral é uma seqüência linear de ossos que como quase tudo que se conhece, tem um começo e um final, mas onde quer que termine, os evolucionistas insistem em chamar o final de vestígio de um rabo. Esta idéia é erroneamente aceita principalmente pelo fato de que os livros de biologia ainda dão a impressão errônea que o cóccix humano não tem nenhuma função além de provar a existência da evolução, porém, o cóccix tem funções importantes, serve como um ponto para anexar vários músculos pélvicos, formando o diafragma pélvico. O cóccix, com seu diafragma pélvico, mantém fixos muitos órgãos em nossa cavidade abdominal evitando que estes literalmente caiam por entre as pernas. Alguns dos músculos do diafragma pélvico também são importantes para o controle de eliminação de dejetos de nosso organismo pelo intestino reto.

Apêndice Humano

O apêndice humano também é citado pelos evolucionistas como vestígio de nosso passado evolutivo, sendo uma sobra inútil, um órgão atrofiado pela falta de uso, por não mais se comer, por exemplo, carne crua ou vegetais mais resistentes em termos de digestão. Muitos livros que ensinam a teoria da evolução afirmam que o apêndice humano é um vestígio de cécum (a primeira parte do intestino grosso, também chamado ceco) de nossos antepassados evolutivos vegetarianos. O cécum é uma bolsa próxima ao início do intestino grosso, que provê um espaço adicional para a digestão. Em alguns animais vegetarianos, como vacas, por exemplo, o cécum contém bactérias especiais que ajudam na digestão de celulose. O apêndice não é um vestígio de cécum, pois quase todos os mamíferos têm um cécum e muitos deles também têm um apêndice. Da mesma forma que as amígdalas, e os tecidos adenóides, que também já foram considerados órgãos vestigiais, o apêndice é um órgão linfático (parte do sistema imunológico do organismo) que produz anticorpos contra infecções no sistema digestivo, sua remoção aumenta a suscetibilidade de uma pessoa para leucemia, a doença de Hodgkin, câncer do cólon e câncer dos ovários. Acreditando plenamente na crença da teoria da evolução, de que o apêndice era apenas um vestígio de nossos antepassados menos evoluídos, muitos cirurgiões removiam apêndices saudáveis como mera precaução para impedir que um problema futuro ocorresse ou  sempre que o apêndice estava na cavidade abdominal. Atualmente, a remoção de um apêndice saudável, na maioria das circunstâncias, seria um considerável erro médico, estando provado que idéias evolutivas não científicas foram prejudiciais para o avanço de verdadeira ciência. Não existem órgãos sem funções (vestigiais), existem órgãos com funções ainda não muito esclarecidas (o próprio apêndice ainda não têm todas suas funções muito bem esclarecidas). Porém, mesmo que órgãos vestigiais existissem de fato, isto não seria evidência de evolução, mas de degeneração ou perda, sendo que a maior proposta da teoria da evolução sugere justamente o contrário: surgimento ou adaptação de órgãos para novos propósitos.

Apesar de evolucionistas ainda afirmarem que determinados órgãos são vestigiais, a literatura médica já apresenta a funcionalidade destes órgãos. Uma obra, por exemplo, é o livro "Bogliolo - Tratado de Patologia".

 

Nos machos de todas as espécies de mamíferos, inclusive no homem, existem glândulas mamárias desativadas, porém, apesar da cultura de massa relacionada à teoria da evolução, nenhuma autoridade científica que crê na teoria evolutiva sugeriu que estes órgãos são vestígios evolutivos. As glândulas mamárias não são inúteis para as espécies, são rudimentares apenas nos machos. Machos e fêmeas se desenvolvem de embriões quase idênticos, os quais, em uma fase inicial do desenvolvimento, ficam masculinos ou fêmeas conforme a influência dos genes nos cromossomos de sexo. As mesmas partes de um embrião pode produzir órgãos de sexo masculino ou feminino e glândulas mamárias que se desenvolverão ou permanecerão rudimentares conforme o sexo. Em humanos, podem estar quase todos os componentes de órgãos femininos em forma rudimentar nos homens, e o contrário também é verdade, mulheres também possuem órgãos masculinos de forma rudimentar. Assim, a presença de órgãos rudimentares nos adultos não nos fala algo sobre evolução, mas nos conta bastante sobre embriologia.

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